É
preciso repensar a incumbência da Igreja adotando um projeto atual de forma a
levar a cabo a missão de “Nova Evangelização”. Para isso, a Igreja, através dos
agentes de evangelização (pessoas, serviços e estruturas necessárias ) não
atuando de forma separada, devem ter uma visão global da missão da Igreja,
sendo necessário “estar no mundo e para o mundo ao serviço do reino”
proclamando assim a visibilidade eclesial tendo por base os “Sinais Evangelizadores”:
Diaconia – A comunidade
cristã é chamada a manifestar um novo modo de amar e servir, tornando credível
o anúncio evangélico do Deus de amor e do reino de amor;
Koinonia – Os cristãos
devem manifestar um novo modo de conviver e de partilhar aspirando à irmandade
e à paz entre os homens de todos os tempos;
Martírio – Os cristãos devem resplendecer esperança,
através do anúncio salvador, levando aos homens a esperança cristã;
Liturgia – A comunidade cristã está convocada a celebrar
a vida ,e acolher no rito o dom da salvação.
A presença harmónica destes sinais, ou funções
eclesiais constitui um critério de discernimento da autenticidade cristã e
eclesial na ação pastoral.
O processo evangelizador estrutura-se por etapas que
marcam o dinamismo da atividade da Igreja: anúncio
missionário, anúncio catequético, anúncio pastoral e anúncio no mundo.
Tendo como base de leitura do plano pastoral de
Bragança-Miranda para o ano 2015/2016 verifica-se que a Diocese de Bragança-
Miranda, tenta de alguma forma levar a cabo esta mudança, tendo bem presente esta
necessidade “…constatamos
hoje na nossa Diocese um arrefecimento da alegria e da esperança que vem do Evangelho e sentimos
a necessidade de uma pastoral que promova o encontro profícuo com Deus
levando-nos ao reconhecimento de que somos seus amados filhos”(p. 3)
Com a intenção de evangelizar, passando assim de um modelo
comunitário, em que se encontra de momento, para o modelo evangelizador,
através deste plano pastoral vai tentar atingir esse objetivo, havendo conexão
entre essa finalidade e os sinais evangelizadores que a ação da Igreja deve
ter.
Em relação à Diaconia – “Criar dinâmicas de acolhimento
da misericórdia de Deus e de oferta do perdão aos irmãos “; Kainonia – “Conhecer e viver no quotidiano as obras de misericórdia “; Martírio-
“
Implementar a catequese familiar “; Liturgia – “Valorizar
as festas religiosas, especialmente a dos padroeiros, nas comunidades cristãs”.
Concluindo,
depois de todos estes objetivo alcançados “…finalidade
é tornar mais evidente que a missão da Igreja é a de ser testemunha da
misericórdia». O grande desafio é o de peregrinarmos na santidade,
sendo misericordiosos como o Pai. A vocação à santidade
e a misericórdia caminham juntas. Este momento extraordinário de graça e de
renovação espiritual, torna-nos peregrinos com Cristo e como Cristo nos
caminhos da nossa vida.”(p3)
Julgo que o "arrefecimento da alegria e da esperança que vem do Evangelho" é geral, não só da Diocese de Bragança-Miranda. É assim que vemos a urgência de uma ação pastoral mais assertiva, mais consciente das necessidades atuais e mais edificante.
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