sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Tabela Cronológica - Teologia Prática

Tempo
Local
História Mundial
Teologia Geral
Teologia Prática

Séc XVIII




3/10/1774















1789-1799








Séc XIX





























1869






Séc XX












1914-1918

























1939



1943


1945



1962-1965

França




Áustria















França









Europa






Alemanha




















  
Itália



















 Mundo

























Mundo



Itália


Mundo



Itália

Ideais iluministas




Reformas financeiras e educacionais;
O josefismo do império austríaco, na sua conceção absolutista









Revolução Francesa








 Revolução Industrial





Romantismo





















Concílio Vaticano I









A nova situação social das cidades








 I Guerra Mundial

























Inicio da II Guerra Mundial





Fim da II Guerra Mundial


Concílio Vaticano II

A unilateralidade visível e hierárquica da teologia tridentina Conceção eclesiológica



A Igreja quer colocar ao serviço do poder






















Surgem reformas eclesiológicas de escola de Tubinga que influenciaram a Teologia Pastoral

Reforma das ideias Eclesiológicas
Globalidade da Igreja



















Representou um momento decisivo para a concretização da época pastoral


















Profunda reflexão pastoral





Nova visão da igreja encíclica Leão XIII movimentos de renovação dos primeiros anos do século promover um despertar eclesiológico

Movimentos especializados da Acção Católica, Francês o movimento dos padres operários, o movimento de renovação paroquial, na França.




Encíclica de Pio XII






Modernizar a Igreja e atrair os cristãos afastados da religião.

Liberdade Religiosa.






·       Nascimento da Teologia Prática
·       Reforma nos estudos por F. S. Rautenstraucht:
   Projeto para uma melhor organização das escolas de teologia:
Singularidade da pessoa do pastor como o único objeto estudo da teologia pastoral.





Questionado o lugar da Teologia no âmbito da universitário uma vez que não seria propriamente ciência por não ter acesso à verdade absoluta










A orientação bíblica - teológica
A orientação eclesiológico 
Teologia Como Ciência

Nova Teologia Pastoral
ideias centrais
dos manuais de estudo:
- Referência bíblica do Bom Pastor
- La cura de almas como a realização desta tarefa, entendida a partir de uma visão antropológica de dualista e individualista


Teologia pastoral como uma ciência aplicada
É teologia pastoral como corolário, como um apêndice à dogmática.












Teologia a partida situação específica das paróquias das cidades para os defensores soluções concretas que rompem com os sistemas dos manuais anteriores, mas que representam para a Igreja a eficácia do seu trabalho.




Institutos pastorais são criados como uma ajuda eficaz para se dedicar diretamente às atividades pastorais.





















Conceito de Corpo Místico de Cristo










A Teologia pastoral ou
Teologia prática é entendida como aquela ciência teológica



terça-feira, 20 de outubro de 2015

Síntese da Abordagem Histórica da Teologia Prática

a partir de Casiano Floristan, Teologia Pratica. Teoria y Praxis de la Accion Pastoral, Ediciones Sígueme, Salamanca, 1998, pp.31-122


A ação da igreja baseia-se na ação de jesus e que apesar de esta estar descrita nos evangelhos, estes não podem ser considerados relatos biográficos mas sim o testemunho ou confissão de fé provenientes da vivência pascal das comunidades, relatos da vida de Jesus que tinham como objetivo manter viva e presente o Ressuscitado e revelar o Reinado de Deus.
A práxis pastoral de Jesus Cristo é assim a sua história de vida, nascendo assim a ação pastoral paradigmática.
A nossa fé é demonstrada pelas imagens que temos de Jesus cristo, que regula a nossa vida cristã, a ação pastoral e a reflexão teológica, a nossa imagem de Jesus vai sendo construída pela nossa educação cristã, da nossa formação, da maneira de agir da comunidade que pertencemos.
Após a Segunda Guerra Mundial a ação pastoral apresenta-se de duas maneiras principais: a Cristologia descendente tendo como base a divindade de jesus e a Cristologia ascendente alicerçando-se na humanidade de Jesus.
O povo cristão vê Jesus como modelo de paciência resignação e obediência, um salvador que nos abre as portas do céu.
Jesus foi um profeta, não um sacerdote do templo, não um “escriba” da lei, a práxis de Jesus e como podemos constatar pelos seus modelos, Ele não exercia o poder sacerdotal,  transmitia conhecimento com autoridade, era um profeta de outras doutrinas que proclama a vinda do reino de Deus.
Jesus tem como missão proclamar a boa nova, a liberdade politica, a justiça social, a paz, o bem-estar e a fidelidade a Deus, resumindo proclamar o Reinado de Deus.
Jesus através do seu evangelho reúne os seus discípulos convertendo-os, recomendando total disponibilidade para proclamar o Reinado de Deus formando assim um novo povo.
A práxis de Jesus resume-se  em anunciar a chegada do Reinado de Deus, os milagres, o perdão, a integração na comunidade foram sinais para demonstrar esta chegada.
A igreja tem sofrido alterações na sua conceção ao longo dos tempos, de uma igreja vivida como mistério e comunhão na antiguidade, a uma igreja como império (Séc. IV e V), instituição sociológica de norma jurídica durante a idade média, de poder no Renascimento, Instituição de salvação no Vaticano I e guia mestra até ao vaticano II. Depois de discutir, definir e deliberar sobre questões de doutrina, fé, pastorais e costumes, no Concílio a igreja volta a ser mistério, sacramento, comunhão e comunidade.
Durante o Império Romano (séc. II – III) a igreja assume-se como a congregação dos crentes em jesus, exercendo a sua ação pastoral como fonte de verdade e vida, proclamando a fé.
O ensinamento da palavra de Deus, o testemunho de vida e a proclamação da fé são os pontos principais da igreja primitiva, seguindo estas tarefas: o anúncio, a fé a conversão consequentemente o batismo e a eucaristia.
Importante destacar que no séc. III ao catecumenado existente é adicionado a reconciliação, destacando-se ainda fixação do batismo durante o séc. II na festa da Páscoa, antecedido por um período de preparação.
A Igreja ganha novos contornos no séc. III, termo que significa Igreja sendo caraterizada como: os convocados em nome do senhor para celebrar a palavra de Deus, a época Patrística é uma época que o cristão tem de ter toda um vivência, respeitar o catecumenado, não só devem anunciar mas também viver essa catequese.
A partir do Séc. IV  o cristianismo deixa de ser perseguido e passa a ser a religião do império, provocando alterações ao nível do catecumenado, das conversões e até do poder dos sacerdotes, ficando este com o “poder sagrado” e os leigos com “ o poder não sagrado”.
Foi na Idade Média que a igreja estabeleceu como missão organizar o mundo segundo as leis de Cristo pretendendo uma separação de Estado.
Com a chegada dos Bárbaros, e depois destes terem tomado os territórios antes ocupados pelos romanos a Igreja estabeleceu a prioridade urgente de evangelizar este povo. Tempos onde se confundiu a os interesses políticos com os interesses religiosos.
Certo que a Igreja foi crescendo em número, mas os cristãos careciam de formação, para alterar essa situação novos meios de evangelhos foram criados como a Pregação Litúrgica, A Escola, A Família, As Imagens, a Sociedade Cristã e o Trento.
Em suma como qualquer instituição ao longo dos tempos sofre mudanças, tempos melhores e tempos menos bons, mas a Igreja tem a maior das forças a Fé e esta sempre acompanha e fortalece a Igreja a cada dia que passa, seja nos melhores ou piores tempos, fé essa, proveniente da “caminhada” de Jesus, das suas ações e da sua proclamação do Reinado de Deus.